Tem sido divertido fazer o blog e ir descobrindo um pouco mais sobre o universo das histórias contadas em poucos quadros. As tirinhas são um tipo de narrativa em quadrinhos, com a singularidade da quantidade de quadros, que formam, obviamente, uma tira. As histórias são resumidas o máximo possível, e para obterem sucesso, é bom que tenham fim em si mesmas, com um fechamento que provoque surpresa, (ou não).
O humor é quase que obrigatório na história das tirinhas. Por mais que se trate de assuntos duros, sobre leis, direitos humanos, é preciso pitacos de graça, de preferência, sútis gracejos, que provoquem risos internos. É raro ver gargalhadas de alguém que está lendo uma tirinha, mas completamente possível.
Nem sempre existiram os diálogos em balões, que caracterizam as histórias em quadrinhos. Os enredos eram contados por narradores (observadores) que descreviam quadro a quadro: os balões tornaram os quadrinhos mais dinâmicos, deixando a leitura mais fluida. O primeiro personagem que “aprendeu a falar” foi o The Yellow Kid, publicado em periódicos norte-americanos a partir de 1896, e é considerado o primeiro personagem dos quadrinhos, e dá nome, inclusive, a um dos principais prêmios dos quadrinhos.
Outra característica muito importante das tirinhas é sua publicação periódica em jornais diários. Hoje em dia podemos considerar também a publicação em internet, revistas especializadas, livros, mas o mais comum é conhecermos as tirinhas do jornal, até porque foi assim que elas começaram e se consolidaram. Isso fez com que as tirinhas criassem com o público uma intimidade gigantesca, construindo um imaginário coletivo no ocidente e no oriente. Mesmo atualmente não sendo mais de tanto impacto como no começo do séc XX.
Não podemos esquecer, entretanto, que o que faz de cada tirinha singular é o traço do autor. Assim como cada um de nós tem a boca do pai e o jeito de andar da mãe, as ilustrações (não só das HQ) herda as características de quem as desenhou. Um estilo mais sujo, um estilo mais infantil, outro mais pro preto, um outro mais oriental, e por aí vai. Como a caligrafia que cada um tem a sua, o ilustrador desenvolve seus desenhos conforme seu estilo próprio, conforme o estilo que quer imprimir ao personagem.
Fonte: Almanaque dos Quadrinhos – 100 anos de uma mídia popular. De Carlos Patati e Flávio Braga.






