Há alguns posts atrás, escrevi sobre o fala, menino!, quadrinhos do baiano Luis Augusto, que já recebeu o Prêmio Ibero Americano de Comunicação pelos Direitos da Infância da UNICEF e desde 2005 recebe patrocínio da Coelba para a produção de desenhos animados. Se reparar bem, todo mês nas contas de luz que chegam nas nossas casas, tem uma tirinha diferente do fala, menino!.
A tirinha de setembro foi esta:

(fiz uma pequena interferência, porque na conta de luz daqui de casa, o balão amarelo foi atingido por uma caneta esferográfica descontrolada)
Eu volto a me perguntar, até quando o politicamente correto é correto? Essa tentativa de traçar regras de convivência entre os diferentes e dizer que todos devem amar o próximo, não ter preconceito, não discutir com o amigo, sorrir e achar que a televisão é um monstro…é, sinceramente, um saco!
Admito que o Fala, menino! as vezes tem coisas muito legais, e a tentativa de ter personagens com tanta diversidade também me agrada. Mas vem cá, quando numa mesma turma de amigos vai existir um autista, um cego, um mudo, um cadeirante (esse nome é péssimo), um menino de rua, uma patricinha, gêmeos, um japa, um cdf e um menino adotado? Para discutir a diferença, o autor criou uma circunstância inexistente ideal para tratar de todos os assuntos da agenda social sobre a diversidade. O que me parece é que ele entrou em um nicho do mercado para a área social, não me parece arte, e pra mim deseduca mais que educa (se é que um quadrinho tem esse papel de educar alguém). Quando perguntado numa entrevista sobre o “corretismo”, ele responde:
“É estranho falar em politicamente correto num país onde a palavra política quase nunca é associada a algo correto, soa meio contraditório. Geralmente esse termo também é associado ao chato, ao patrulhamento. A criança não é assim, ela observa, estranha e fala.”
Estou, portanto, de acordo com o autor. Mas ele se contradiz. Criança é sincera, tem razão. Mas criança não assimila em seu vocabulário discurso de O.N.G., e muito menos iria explicar a uma outra criança sobre gato de energia. Soa falso. É estranho. É chato.
Eu voltei a escrever sobre ele porque recebi um email que me instigou a isso. Se vocês repararem na tirinha, quem faz o gato é um menino negro, quem ensina é uma loira. Como é isso? O diálogo do politicamente correto só vale pro menino que não vê, pro menino que não fala, pro que não anda? E o negro também não tem que ser visto como o diferente que tem que ser tratado como igual? Meu objetivo aqui não é querer ser polêmica, mas entra na questão agora um outro movimento mais chato que o do “politicamente correto” que é o discurso do movimento negro. Será que eu fui infectada e estou vendo coisa onde não existe? Que o menino é negro, mas poderia ser branco, e não tem nada a ver?
Recebi um email com a fala de um diretor do CEAO (Centro de Estudos Afro Orientais) sobre a tirinha:
“É para ficarmos pasmos e estarrecidos com a fatura da conta de energia elétrica do mês de outubro/2007. Não me refiro ao valor, mas ao conteúdo preconceituoso no texto e desenho exposto em ” A Coelba apresenta Gatos e Gatos”. Duas crianças de fenótipo branco ou oriental são avisadas por uma criança loura que o vizinho delas (uma criança negra em cima de uma escada) estava fazendo “gato de energia” . E mais: o vizinho negro só teria desistido depois que a criança loura “explica”, leia-se ensina, sobre os riscos familiares e para o fato de que “gato é crime sério”. O texto termina com uma associação de gato com beleza, aludindo-a à uma criança branca. Nesses tempos de combate ao preconceito no espaço público somos obrigados a receber e a manter/guardar nos nossos espaços privados uma peça de cunho racista. Inúmeras empresas utilizam peças sobre a diversidade, a inclusão e a responsabilidade social, e não estereótipos tão danosos”.
Jocélio Teles dos Santos - Diretor do Ceao-UFBA
O Jocélio parece desconhecer inteiramente o Fala, menino! e tem um discurso marcado por jargões do movimento, mas tive que concordar com ele. Diz aí se não foi uma pisada na bola gigantesca que contradiz toda a construção das tirinhas?
Estou aqui para deixar meu protesto. Sou contra! Contra educação para construção de pessoas chatas. Quero saber se alguém vai deixar de fazer gato depois de ler essa tirinha! Desde aquela cartilha que o governo federal tentou implantar (com fracasso) que dizia que não se podia chamar anão de anão, mas de desfavorecido verticalmente, eu não sou favorável a nada que queira dizer outra coisa além do que realmente é. Se o cara é anão, chame de anão. Se é cego, chame de cego. Se é criança, chame de criança, e trate como tal. E não como mini-adultos que dizem coisas surreais como “gato é crime sério”.
Comento aqui com a tranquilidade de quem conhece os quadrinhos do Fala Menino! e concordo com vc qdo vc diz q ele acabou entrando por gravidade num nincho do mercado onde existe uma demanda mto grande de textos que discutam sim as diferenças. Mas discordo que isso aconteça porque o trabalho é militante nessa ou naquela linha, isso acontece pq mesmo q vc discorde, mta gente procura essas tiras para facilitar a abordagem de temas ligados ao respeito às diferenças seja com crianças, seja c outros adultos. Luis já esteve em mtas escolas convidado por professores porcausa disso. Luis Augusto tem um texto tão politicamente correto qto Schulz q fazia Peanuts ou até mesmo Quino. Muitos dos personagens tem falas q não são realmente infantis mas q nem tem a intenção de ser. Acho q ele escreve mais para a gente adulto mesmo, pelo menos nas tiras. Sei q ele fez livros para crianças com a turma, n conheço todos. E sobre fazer isso de maneira “chata”, cm vc diz, nossa… Tenha certeza de deixar claro que essa é sua opinião. Mta gente que eu conheço, gente jovem, esperta e alguns totalmente pirados, AMAM de paixão a tira. Eu, como designer e leitor de quadrinhos, tenho o Fala Menino! como a minha preferida e nunca fui rotulado como chato, nem idiota, nem politicamente correto.
Sobre a conta da coelba, esse quadrinho foi tirado totalmente do contexto e, cm vc disse, o cara tá fazendo o maior barulho sem considerar os outros personagens negros da história, como o Edinho, adolescente negro criado para a campanha da Coelba em 2003 e q “sabe tudo sobre energia elétrica”. Eu prefiro colar aqui um trecho do email do proprio autor sobre o assunto:
“Quem conhece o meu trabalho sabe como represento o negro em minhas histórias (sem o esteriotipo do marginal, do pobre, etc). Mas mesmo assim,gente que se diz preocupada com a problemática do racismo age de forma a prejudicar toda minha relação com os jornais e mesmo patrocinadores, descontextualizando uma imagem de todo o conjunto de minha obra. Não importando para essas pessoas que, no mesmo mês (este mês de setembro), que a tal tira do gato foi publicada, uma OUTRA tira estampava-se em metade das contas de luz do estado, na qual o Edinho, menino negro, ensina a um pedreiro branco como proteger-se de riscos desnecessários. Ele acusa a mim e a Coelba de racismo, mas não se deu ao trabalho de perceber na TELEVISÃO os 6 desenhos animados estrelados pelo mesmo EDINHO, em que o menino ensina a turma do Lucas as noções de segurança com eletricidade nem, sequer, conferiu o folder, ilustrado por mim e distribuído pela mesma Coelba, sobre segurança, desde março passado, no qual a situação do gato é representada, dessa vez, com um branco cometendo o delito e o menino negro tentando salvá-lo. Essas representações não merecem comentário positivo pois contrariam sua argumentação direcionada e belicosa. Nunca ele, ou qualquer outro brasileiro que se apresenta como ‘negro’ no nosso país mestiço, veio a público comentar como as crianças ‘negras’ do Fala Menino! (Winnie, Martin, Guiga, Edinho, Diogo…
são representadas com o mesmo carinho, respeito e tridimensionalidade de qualquer outra da turma e em situações comuns a quaisquer meninos de classe média ou alta (no caso da Winnie e do Martin que são filhos de DIPLOMATA, conhecem o mundo todo e tem tudo q o dinheiro pode comprar), totalmente independentemente da cor de suas peles. Nunca se manifestou para comentar o como é positivo para a auto-estima da garotada afro-descendente ler nessas histórias que não é preciso ser loiro para ser bem sucedido. Pra que, né?”
Ave, são todos chatos pra caralho. tanto o autor, quanto os personagens, quanto a tirinha quanto esse diretor de ong (chamar diretor de ong de chato é uma redundância da porra).
Inclusive essa discussão é um saco. tudo um saco.
q saco!
Odeio coisas politicamente corretas e odeio essa mania de achar que ser politicamente correto é bom pra alguma coisa. Isso é uma distorção da realidade, uma das novas patologias sociais tão nocivas quanto esse bando dee crente subindo aqui na duna pra cantar pra deus e não me deixando dormir.
Um saco, tudo!
Ivan…
Vc eh um saco. N tem coisa mais chata q gente q se acha e gosta de fazer pose de amante da contra-cultura, sem perceber o ridículo da repetição de jargões vazios.
por isso que eu gosto de smurfs, que é todo mundo azul.
Eis que abro o A Tarde de hoje, e no caderno dez! tem uma matéria de Camilla Costa, falando da mesma coisa que tentei falar aqui. Mas o mote da vez é o Calvin e Haroldo. De tirinhas que falam de crianças, muitas vezes para crianças só que as crianças são mini-adultos: como é o caso da Mafalda, do Minduim (como falou o Tiago aqui no comentário)… sem tirar o mérito deles… nem tirar o mérito de Lucas. Todas são tirinhas filosóficas que querem discutir assuntos, criticar o mundo, enfim… essas coisas que as pessoas fazem na vida.
Minha observação no caso do Fala, menino! é outra. Além dos personagens serem mini-adultos, na maioria do tempo, eles falam coisas chatas, e não têm uma construção mais sútil, e acho que é isso que falta no Luis Augusto…mais sutileza.
A tirinha dele de ontem no jornal era ótima! Nada de jargões ongueiros…enfim.
Tiago,
acho que deixei claro que é opinião minha mesmo, claro que é. e concordo com vc em diversos aspectos que vc levantou. alias, obrigada pela participação. E gostei de ler tb a fala do Luis, pq eu não tinha visto. Mas eu discordo que o texto dele seja tão polticamente correto quanto penauts ou quino. pq o mote principal dele é ser politicamente correto, pouco além disso. Quando vc falou que conhece pessoas que AMAM a tirinha e são pessoas legais eu não entendi… eu nem acho que gostar ou não gostar de uma tirinha vai deixar a pessoa mais legal ou menos legal, apesar de compor a personalidade. E tb não é questão de ser correto ou não, é só questão de fazer questão de afirmar isso o tempo inteiro.
Ivan,
vc me faz rir. Nada pode ser mais politicamente incorreto do que alguém que sequer se permite discutir. Mas tudo bem, eu tb acho um saco!
Thiago,
é isso aí. Acho que vc pegou o clima da brincadeira.
e ainda por cima a tirinha não tem graça nenhuma…
Minha nossa, eu, sinceramente, tô sem acreditar até agora no texto que deu origem a esta discursão. Cara, é algo fora do comum!!!!!!
Conheço esta turminha (baiana) em quadrinhos há muito tempo e sempre fui fã de como esta literatura aborda a questão do respeito às diferenças. Em toda a sua existência sempre fez questão de erguer a bandeira da desigualdade, seja ela social, racial, etnica, religiosa…
Cara, é incrível como neste país, as pessoas tem a capacidade de desrespeitar o trabalho de outras, se atendo, apenas, a um simples detalhe sem analizar o contexto como um todo!
Não sei precisamente quanto tempo o Fala Menino trabalha neste ramo, mas sei que são muitos anos de jornada militando a fovor de uma sociedade mais justa e mais igual. Tenho alguns livros do fala menino e neles já encontrei muito conteúdo reprovando, principalmente o racismo!!
A pessoa que deu origem a esta lista de disrcursão, critica a capacidade que o autor tem de, mesmo usando personagens crianças, falar uma linguagem séria e adulta. Quanta burrice e falta de cultura!!!! Se ela tivesse lido quadrinhos alguma vez na vida, teria percebido que o autor, só faz isso, pra seguir uma tendência que se arrasta a décadas nas tirinhas de jornal. Basta dar uma lida nas tirinhas do snoop, Mafalda, Luluzinha….
Fui dar uma analizada nestas acusações e descobri que o mascote que a Fala Menino criou pra Coelba é, justamente, negro. Nossa, quanto paradoxo!!!!!!!!!
Depois descobri que o personagem mais rico e inteligente da turma é, justamente, um garoto negro chamado Martin. este personagem, mesmo criança, é tão dotado de capacidade que, seu fascínio por computador o faz um hacker!! O pai dele é um diplomata riquíssimo. Pelo jeito o paradoxo continua!
É incrível como esta sociedade tenta buscar o fim do racismo exigindo o prórpio racismo. Calma que vou explicar !!! É que, se vc chama o negro de negro, vc estará discriminando-o. Se por outro lado, vc o chama de moreno, ou coisa do tipo, vc estará sendo tão preconceituoso quanto.
Um amigo meu me disse que se fosse o autor do fala menino, mataria todos os personagens negros e, simplismente iguinoraria as suas existências. Será mesmo necessário que isso aconteça? Acho que não é má idéia. Se o personagem negro não pode ser tratado como gente normal nas tirinhas em quadrinhos seria melhor que ele, de fato desaparecesse!!!
Veja cmo tudo isso é uma loucura!!! É tudo mais ou menos assim: Se um personagem branco perder uma partida de futebol, é normal; Mas se um negro perder, o autor foi racista. Se um branco tirar nota baixa na escola, nada foge do comum; Mas se um negro tirar nota baixa, nossa, que tamanha discriminação!!!! Vcs não vêem que a prórpia sociedade exige que o negro seja tratado como gente diferente? É muita loucura pra entender!!
Bom, a tirinha da coelba foi mal interpretada porque o personagem que estava fazendo gato era negro. Mas eu pergunto a vocês: E se o personagem fosse branco? A resposta provavelmente deverá ser: seria tudo muito normal!!
Então, se os negros devem ser tratados sempre em situações favoráveis, eu aconselharia a este Luis Augusto a tratá-los sempre como privilegiados, e desistiria da idéia de que negros tem que ser tratado como pessoas normais.
Enfim, acho muito injusto este comentário maldoso, inconsequente e anti-ético. Não se pode denegrir o trabalho de pessoas sem argumentos consistentes.
Sem contar que, já se sabe que o autor do Fala Menino não atua na parte de colorização das tiras. A sua função se limita em, apenas,desenhar e arte-finalizar. A parte de colorização, fica a critério de uma equipe que o auxilia. mesmo assim, continuo acreditando, também, que esta equipe jamais poderia ser entitulada de racista por, apenas, pintar um infrator de marrom.
Bom, espero que George tenha feito distinções entre Fernanda e Jocélio. Para mim não ficou muito claro se ele compreendeu isso, mas pelo bem da discussão vou presumir que sim.
Também vou ignorar esse último argumento sobre a colorização das tiras. Não dá para levar à sério. Se ele assina a tira, paciência.
De fato, as pessoas estão considerando a obra fora de seu contexto. Mas é uma conta de luz, cargas d´água! ELA veio isolada, viajou pelos correios e aterrissou na correspondência de todos os domicílios da Baêa. Fala, Menino! pode ser muito célebre, mas garanto que para muitos baianos, esse espaço na Coelba está gerando o primeiro contato com a tira. Muito bom para o autor, não é? Acho justo que ele, por isso mesmo, tome um pouco mais de cuidado com essas questões. O Movimento Negro está certo em contestar cada apariçãozinha que minimamente sugira racismo. Senão, exceção por exceção, continuaríamos confirmando a regra. Tem que lutar por cada espacinho mesmo. Eu, pelo menos, penso assim.
Agora… a questão da linguagem. Eu até concordo que essa maneira adulta dos personagens falarem pode ser cópia de outras tiras clássicas, como Calvin, Mafalda, Peanuts, etc. Mas pera lá, nessas outras esse discurso adulto tem graça pq a piada é justamente essa. Mafalda é uma livre-pensadora da terceira via, ou vá lá que seja; Calvin (e Hobbes) é um filósofo do cotidiano, ou vá lá que seja; Peanuts… bem, Peanuts é um fado, uma lamentação constante do malogro que é a condição humana. Não tinha como não ser adulto. A piada é essa.
continuando…
Já no Fala, Menino! essa linguagem toma uma forma diferente. É a forma educativa!!! Aí eu concordo com Fernanda e outros, inclusive Ivan. Não tem coisa mais entediante do que educação. Quando tiver filhos, vou ensiná-los a sabotar todas as instituições pedagógicas pelas quais eles porvertura passem. Nada pode ser mais danoso ao desenvolvimento do intelecto (e do bom gosto) infantil do que esse constrangimento eterno do politicamente correto.
Por fim, é uma tira adulta, todas elas são para adultos. Crianças gostam, mas sempre por influência dos pais ou mais chegados. Se deixarem elas escolherem na banca, vão querer turma da mônica! Falo com um certo conhecimento de causa (8 sobrinhos e já fui criança um dia
). Se elas escolherem Fala, Menino!, Calvin, Mafalda, olhe em volta. Com certeza tem algum adulto ao lado, a quem essa criança está querendo agradar.
Mesmo assim, Calvin, Mafalda e Charlie Brown continuam sendo criança!!! Sem nexo a sua colocação!!!!!!!!
Sinceramente, estou realmente assustado com a dimensão que essa coisa toda tomou. Depois de ter lido a reportagem no jornal e visto essa discussão nesse blog, conclui que todo mundo está perdendo a noção do “quê é o quê”. Explico.
Antes de falarmos qualquer coisa, devemos ter certeza do que essa “coisa” significa, ou então estaremos falando bobagem.
Significado da palavra “racismo” segundo o dicionário:
” O racismo é a tendência do pensamento, ou do modo de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras. Onde existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características físicas hereditárias, e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais, são superiores a outros. O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré concebidas onde a principal função é valorizar as diferenças biológicas entre os seres humanos, em que alguns acreditam ser superiores aos outros de acordo com sua matriz racial. ”
Estamos (mal) acostumados quando apenas encaramos como racismo atitudes preconceituosas com relação a negros, talvez por nossa história com raízes na escravidão no período colonial, mas de acordo com o real significado do termo, racismo é a atitude ou pensamento preconceituoso contra qualquer indivíduo tendo como motivo e causa a sua raça ou etnia (seja ela de origem negra, oriental, indígena, etc.).
Eu concordo com o George, quando ele diz: “E se o personagem fosse branco? A resposta provavelmente deverá ser: seria tudo muito normal!!”
Ou seja, toda vez que um personagem ou pessoa for retratada de “maneira negativa” em qualquer tipo de mídia, não necessariamente uma tirinha, isso será racismo?
O que quero dizer é que, se um vilão de um filme ou novela for negro, ou se um personagem negro estiver fazendo mal a alguem em um livro ou história em quadrinhos, isso é racismo?Ou seja, toda vez que um negro for retratado em “posição ou situação desfavorável” e isso for considerado racismo, então só se poderá retratá-los de maneira positiva. Isso, então não seria racismo contra todas as outras etnias? E se o negro só pode ser mostrado de maneira positiva, então isso o mostra como raça superior a todas as outras somente por sua cor de pele, e isso, sim, também é racismo.
Estou apenas querendo deixar aqui minha opinião sobre a questão do racismo tratada aqui. Devemos combater o racismo sim, mas quando ele, de fato, existir.
Será que vc é mesmo moreno?
Cuidado, viu????!!!!!!!!!!!!!!!!
Pessoal,
vamos tentar ao menos não cair para a agressão?
Apaguei dois comentários que julguei ofensivo, mas não terei como ter controle disso. se quiserem chamar de censura…
O que eu tentei explicitar no texto foi a forma como é construida a tirinha do Fala, menino! Coloquei inclusive que provavelmente o Jocélio tinha desconhecimento dos personagens do Luis Augusto e que o jargão do movimento negro cansa.
Concordo com alguns de vocês que falaram que a tirinha está descontextualizada e que é mesmo preocupante esse comportamento que o movimento negro incutiu nas pessoas de que toda vez que aparece um negro tem que prestar atenção se é racismo. A discussão que eu queria levantar aqui nem era essa. Tive medo inclusive que caisse nisso. Só levantei a bola porque está rolando esta corrente com este e-mail desse tal de Jocélio que sequer conheço.
Sobre o que Diego falou… eu concordo que o Luis Augusto não é racista. O que eu disse, ou pelo menos o que quis dizer, foi que a tirinha pode ser interpretada desta maneira se vista descontextualizada. E aí, acredeço a Moreno, quando ele diz que é impossível não pensar na tirinha de forma descontextualizada. Pressupor que todo mundo conhece o Fala, menino! é ao menos pretencioso. Eu mesma a dois meses atrás só conhecia o Lucas, que é o mais famoso.
Quanto ao comentário do George, eu me perguntei várias vezes se ele tinha lido o meu texto ou alguma outra coisa “fora do comum”… vi que conhece muito bem sobre o Fala, menino! e acho ótimo que todos vocês tenham aparecido por aqui… o que eu queria que fosse discutido é o uso do politicamente correto no mundo! Nas tirinhas do Luis Augusto ou em qualquer outro lugar do universo. Nem quero saber de racismo ou não… só achei que era válido incrementar a discussão com mais um ingrediente.
Não sei de onde surgiu tanta gente, ainda me surpreendo com a rede. O que eu gostaria de pedir é que tentemos ao menos manter um diálogo. E isso pressupõe que um LEIA o que o outro está escrevendo.
Diego, eu não sabia nem que tinha saído no jornal.
Pra quem quiser ler: http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=794125
Gostaria de comentar por partes:
1 - Sobre as crianças não falarem como crianças. OK, então contem a Monteiro Lobato que Emília não fala como uma boneca. Aproveitem e avisem a Maurício de Souza que as meninas não são fortes como a Mõnica. Alguém consegue entender a diferença entre ficção e realidade? Existe alguma criança como Mafalda ou Charles Brown?! Eu acho que a idéia de colocar determinados textos na boca de criança é pela noção de sinceridade e espontaneidade que as crianças trazem. Sei lá. Mas é óbvio que ninguém quer retratar o cotidiano de crianças. Isso é feito nos vídeos familiares que, tenho certeza, deve fazer o maior sucesso por aqui, mas a tirinha é ficção e, como tal, a criança não precisa falar como criança, assim como o tigre de pelúcia não se comporta como tal!
2 - Acusar o Fala Menino de racista por causa de uma única tirinha é absurdo. Se em todas as histórias o negro fosse sempre retratado em situações desfavoráveis, aí sim, teríamos racismo. Mas no conjunto da obra há negros fazendo coisas positivas e negativas, assim como brancos. A pretensão do CEAO e outros malitantes parece ser a de que o negro, nunca, em momento algum, pode ser retratado fazendo algo condenável. Como se a honestidade ou desonestidade de alguém fosse determinada pela cor da pele. Todas essas pessoas que condenam a tirinha receberam outras contas da COELBA em meses anteriores, notaram alguma coisa antes? Há um padrão do negro sendo mostrado como marginal ou transgressor? Se não há esse padrão, o que vocês pretendem é “blindar” o negro para que nunca seja mostrado na ficção de forma negativa. E aí, sim, estamos diante do preconceito e da censura!
Minha cara, Pi,
excelente idéia a sua, de suscitar essa discussão em torno do politicamente correto.
Agora, prepare-se, porque muitas vezes você vai ser vítima disso a que chamo de inquisição às avessas;um patrulhamento descabido que mais se assemelha a uma perseguição.
Bem vindo Djaman ao blog.
Estou de acordo com sua colocação número 2. Não tenho nada mais a declarar sobre o assunto.
Quanto às outras observações…. vc chegou a assistir o vídeo que eu coloquei no post anterior? http://cartum.wordpress.com/2007/09/03/dar-voz-a-quem-nao-tem/
Acho chato. E é só isso que tenho a dizer….ser por princípio politicamente correto e de conteúdo educacional é chato. Emília, Mafalda, Charlie Brown, Mônica, Calvin não são assim. São crianças que não falam como crianças, claro. Todos têm algo a dizer, senão não faria menor sentido. Mas o que estou querendo dizer a todo momento é que os personagens do Fala menino, quase sempre, além de não se comportarem como crianças falam de conteúdo explicitamente educativo: não brigue com seu irmão, não trate mal o amiguinho de cadeira de rodas, respeite àqueles que tem deficiência física. Tudo isso pode ser dito… não vejo problema a princípio. O que eu acredito é que pode ser feito de forma mais sútil! Principalmente se o público-alvo é criança.
Colocar textos na boca de crianças funciona. Quer pela “sinceridade e espontaneidade” como colocou o Djaman, quer porque é “bonitinho” ver uma criança falando de coisa séria… mas acho que existe uma medida para isso.
Tô achando ótimo tantas pessoas participarem do debate… só não concordo muito com agressões. Acho tão politicamente incorreto…
Fernanda. Às vezes, pelo espaço reduzido e pela forma d eleitura, a gente acaba fazendo comentários de forma errada. No caso em questão, acho que falei mais para quem comentava do que especificamente pra você, então deixa eu ser claro aqui.
Acabo de ver o tal vídeo e ele é, realmente chato. Não pela postura politicamente correta, mas pelo discurso didático do politicamente correto. Assim, entendi. Não conhecia esse vídeos, minha perspectiva do Fala Menino! é somente das tirinhas do jornal, onde, recentemente, a trama corria sobre um irmão que escondeu as roupas do outro, e se apresenta como um super-herói Cueca Vermelha (com uma cueca enfiada na cabeça) para solucionar o mistério.
Mas, de qualquer forma, em nenhum momento eu discordaria de seu direito em opinar que tal tira é “chata”. Eu só não concordei com um trecho que li que dizia que eles não falam como criança… mas agora vendo o livro, entendi em que sentido isso se refere.
By the way. Adicionei esse blog, que eu não conhecia, na minha lista de favoritos. Já é algo d ebom nessa história toda, né? Pra mim, foi.
confessando antecipadamente a atual preguiça para ler todos os comentários, emito minha opinião como se ela fosse virgem. conheço as tirinhas do Fala Menino pelo jornal e li pouquíssimas vezes, porque realmente acho um porre. o politicamente correto, a meu ver, é necessário para ao menos lançar uma luz sobre o respeito e a coexistência das diferenças, para fazer com que as pessoas reflitam um pouco sobre a dose de preconceito que muitas vezes está embutida em diversas práticas e expressões comumente usadas. isso é fundamental para compreender esse “outro” que sofre com a falta de espaço de representação social, que até pode ter dificuldade de se aceitar por não se enquadrar - sem contar em não ter atendidas suas demandas sociais. entretanto, muitas vezes, o ‘politicamente correto’ cruza limites e atropela o senso de humor, o senso estético, a liberdade poética. aí não pode. aí temos obras sem nenhuma graça e que, na verdade, enchem os olhos apenas de que já domina o discurso ou de quem já está entre as minorias - e às vezes nem isso. quando se procura uma função tão escancaradamente educativa, a estratégia falha em si mesma. e o resultado é que quem está de fora do discurso não é capturado por ele.
no caso da tirinha do menino negro fazendo o gato de energia, acho que o autor acaba dando mesmo um tiro no pé. acredito que escapar desses esterótipos negativos é uma forma de afirmação e não custa ter cuidado com o movimento dos outros.
também concordo com Pi quando ela diz que a turma dos PNE (portadores de necessidades especiais - o termo correto, eheheh) é um bocadinho forçada. lembro de uma hq do Maurício de Souza, o pai da Mônica, em que aparece uma personagem cega e funciona bem melhor que isso porque não é didática e a deficiência visual é tratada explicitamente, como uma característica - do mesmo jeito que a Mônica é dentuça e o Cebolinha tem um problema de fala.
acho que é por aí. mostrar que existe diferença sem ficar explicando demais, nem tratar ninguém como coitadinho.
Gosto de tirinhas divertidas. Não as procuro para obter conteúdo pedagógico, bem… mas vai ver que é porque eu sou uma pessoa adulta, né? Talvez as crianças prefiram o diálogo adulto e politicamente correto. De qualquer forma, não pretendo fazer estudo a respeito. Estou aqui só para dizer da minha preferência pelo lúdico, divertido e criativo que acaba sendo uma forma inteligente de expressão.
Sobre a questão racial… sorry, Nanda Pi! Eu não sei se é porque vivo noutro mundo ou se é porque tenho umas idéias sempre contrárias às da multidão, mas para mim há mais questão racial nos discursos que tentam defender a causa negra do que no cotidiano. E quero sublinhar que evidentemente eu posso estar errada. Mas sublinhe aí que eu não sou branca nem rica. Tampouco me sinto ofendida por isso.
Nanda Pi: tu é corajosa, hein?! Como tu pretende segurar essa massa aí??? Hehehe!!!
Beijos!
Sim, Ane. Você tem razão quanto ao discurso do racismo, não tenho nem o que acrescentar. Aqui isso virou uma praga de tal maneira que toda vez que alguém fala a palavra negro você já fica alerta pra ver se foi racismo ou não… Beijos!
É, Juliana, acho que está complicado mesmo acompanhar os comentários numa altura destas… E acho que vc conseguiu sintetizar o que eu penso: algumas vezes, quase sempre, “o politicamente correto cruza limites e atropela o senso de humor, o senso estético, a liberdade poética”…
Dentre todas as coisas (salutares ou nao) que li aqui neste forum de discussao, o que mais chamou-me a atencao foi a DIFICULDADE que muita gente tem em aceitar que as CRIANCAS (principalmente as do seculo 21, muito cheias de personalidade e, PRINCIPALMENTE liberdade, acesso facil e dominio dos meios de comunicacao - explicitando aqui os mais nocivos: INTERNET e NOVELAS), tem um nivel psicologico capaz de assimilar certos assuntos que consideramos exclusivo do universo adulto. Hoje em dia vejo pais pseudo-preocupados com a educacao dos filhos, que proibem veemente determinados filmes de acordo com a censura ali estabelecida, mas que nao se importam em conferir qual eh a programacao de TV que os mesmos assistem quando estao em casa e/ou qual conteudo utilizam quando manipulam a internet. A questao eh tao seria que, por exemplo, ao digitar a palavra UVA no Google Imagens (na tentativa de encontrar uma boa ilustracao da fruta para um trabalho de design), uma das primeiras imagens que surgiram na tela foi de sexo explicito. Preciso dizer quantas e quantas criancas de cinco, seis, oito anos fazem pesquisas com temas basicos assim, pela internet??? E muitas delas sem qualquer assessoramento. Todavia, o que me IRRITA eh a ingenuidade (ou seria mesmo ignorancia?) de certos adultos em relacao à linguagem digamos, CAPRICHADA, das criancas dos quadrinhos. Ora, sera mesmo que um Calvin, Mafalda, Lucas e tantos outros personagens infantes nao podem falar sobre ONG`s, por exemplo??? Gente, os pais estao ai justamente PARA ISSO… para ser a ponte para esta e tantas outras duvidas dos filhos. Ou voces sao do tempo em que ainda se deve ter uma IDADE IDEAL para se falar sobre cada assunto??? Se o meu filho, com sete anos, perder um amiguinho com cancer e me perguntar o que eh esta doenca, devo mesmo dizer a ele que quando fizer 10 anos, a explicarei?? Eh por essa e tantas outras questoes pifias (levadas a uma gravidade absurda) que o mundo ainda esta como esta. Vamos discutir a EDUCACAO de uma forma mais real, mais humana, mais seria. Querem seriedade??? Vamos usar meios de comunicacao como este para abrir mais escolas, abaixar o preco do ingresso do cinema, do teatro, criar bolsas de estudo, planos de parcelamento de mensalidade para quem nao pode pagar uma faculdade, criacao de programas de combate à fome e tantas outras URGENCIAS que nao a cor do garotinho que esta fazendo gatos na escada ou dos cabelos da menina que lhe diz que isso nao eh bom, na tirinha de uma conta de energia. Falando em energia, utilizem as suas para coisas realmentes acesas. Ou entao, vamos continuar vivendo nessa escuridao social onde eh bonito falar rebuscadamente e, ironicamente, nao dizer nada. E que Fale, o Menino! E que grite a Mafalda! E que argumente o Calvin!
Olá, pessoas! Legal a discussão. Vou resumir meus palpites:
1) Há ONG que fazem um bom trabalho, sem ser chata;
2) É sempre difícil fazer arte e educação ao mesmo tempo, principalmente a serviço de uma empresa.
3) A COELBA permitiria ao autor fazer o debate sobre o direito que todo cidadão deveria ter à energia elétrica (ou as pessoas, me referindo aos mais pobres, fazem gato só pelo gostinho da adrenalina?);
4) Uma coisa é o respeito à diversidade e outro é o combate à desigualdade. Instituições como à Globo pode até (quase sempre de uma forma muita chata) defender o respeito à diversidade, mas jamais vão atacar a desigualdade selvagem que temos no Brasil, penso eu.
5) Será que escrever mais do que 15 linhas é chato? na dúvida, paro aqui.
Donato
Uma opinião: a COELBA não teria essa função, pois é uma empresa, e como tal visa o lucro, e não há nada de desonesto nisso, pois vivemos numa sociedade capitalista. No Brasil tem essa coisa de querer atacar as empresas e os ricos como se eles fossem os culpados pela pobreza ou repsonsáveis por cuidar dos pobres. Os responsáveis por cuidar dos pobres somos nós mesmos, os pobres. Somos nós que devemos exigir do governo por aquilo que pagamos. O que se deve exigir das empresas é que paguem seus impostos e cumpram suas obrigações legais e ajam honestamente.
Como consumidores devemos favorecer empresas que, além disso, desenvolvam atividades sociais, beneficentes, ecológicas, educacionais. Assim, demonstramos pras outras empresas que é economicamente interessante ter essa postura.
Temos que parar de querer uma atitude paternalista, quer de governo quer de empresas. Temos que exigir nossos direitos, propor mudanças e ter uma postura que nos favoreça. Vivemos num país capitalista e não socialista. Foi uma escolha nossa, e não estou questionando aqui se foi certa ou foi errada, mas que temos que jogar com as regras de um país capitalista.
A gente quer bolsa-esmola e quer calçar Nike. Assim não dá. A obrigação do debate sobre a privatização da energia elétrica não é da Coelba. Foi dos brasileiros que votaram em FHC e mesmo após ele privatizar a empresa, votaram nele DE NOVO. Assim, não há o que se questionar a COELBA acerca disso. Havemos, sim, de nos questionarmos constantemente por quê a gente permite isso e muito mais de todos os governos?
Mas a resposta, certamente, não vem de cima.
Pessoal a Favor do Fala Menino !!!
Eu nem acredito que vcs estão respondendo a esse comentários sordidos e vazios (como Thiago disse no início), é perca de tempo. O fato é que o trabalho do Fala Menino é um trabalho sério, e quem conhece o Luis Augusto sabe que ele é um individuo extremamente preocupado e comprometido com o Social, fora que seu trabalho é voltado para uma demanda (as crianças), que tem sido bombardead dia a dia, com o Marketing do entretenimento, que apenas diverte essa público alvo e os tranformam em adultos vazios que odeiam uma boa leitura e acham que tudo voltado para o social, “é chato e sem sentido”.
Para questionar e difamar um trabalho como esse, é preciso que no mínimo tenha embasamento e seja um paradigma social perante seu contexto, aliás, aposto que o Luis e a turma do Fala Menino estariam super dispostos a discutir essas questões pessoalmente, afinal de contas esse é um trabalho que despertou de um modo tácito no coração de seus idealizadores e não simplesmente de uma forma tênue e imatura.
Defendo esse trabalho, pois, ja participei de algumas feiras com o Fala Menino, o Luis e a turma sempre estiverem super dispostos a ouvir idéias de mães, pais e crianças que simplesmente chegavam até ele e compartilhavam ou alguma idéia ou até mesmo uma critica (construtiva ou não), fora que as crianças que adquirem esse material, passam a entender é que o mundo não se resume a sua vidinhas em casa com a mamãe o com o papai, eles entendem, que o mundo é um lugar onde existe fome, desigualdades e deficiências (sejam sociais ou físicas), o fato é que puder ouvir alguns comentários sobre esses fieis clientes do Fala Menino, e pude notar a abordagem que esses pequenos ja têm de mundo.
Parabéns pelo trabalho Fala Menino.
“Não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos.” (Anais Nin)
Dar opinião aqui é fechar os ouvidos e gritar bem alto. De preferência ofendendo mais do que argumentando.
Que tipo de tirinha vocês leram quando eram crianças? Decerto não foram as que pregam a compreensão, o entendimento entre os povos e o respeito às diferenças…
ou foram?
Não tive saco pra acompanhar essa discussão. Até pq já estou cansado dessa coisa de politicamente correto, cotas, e falso moralismo.
Só digo uma coisa: os quadrinhos, assim como o cinema e a televisão, nâo tem o papel de educar ninguém. Criança tem que encontrar educação dentro de casa e na escola. Quem precisa recorrer a uma banca de revista pra isso tá fodido.
Acho muito louvável a vertente educativa das tirinhas, mas não é isso que faz delas algo bom ou ruim (eu particulamente nem gosto muito), mas, sem dúvida, é um mérito a mais. Não sou leitor do Luis Augusto. Nem amigo dele sou. Mas sei que ele é literalmente inocente. E esse diretor de ong deveria procurar educação na escola. E parar com esse discurso pré-fabricado.
E pra finalizar a discussão: eu não acho chato. Se uma tirinha pode ter uma informação legal, sutil e informativa…por que não?
ass: o outro lado da força
Tb me amarro
Leio desde q tinha 11 anos e jah tenho 19 e as tiras continuam sensacionais. Sou a propria Carolina!
O Fala, menino é ótimo. A tirinha em questão não traz nada demais. É um negro roubando, e se fosse um branco faria diferença? Daria o mesmo debate? Mas realmente o politicamente correto é um saco!
o gloogle tinha q dar as resposta diretamente
o gloogle teria q dar as respostas corretamente………
Muita proveitosa essa discussão para o meu trabalho sobre a inclusão nas HQs de Luis Augusto.
Não é papel das HQs educarem , mas elas podem educar, não é obrigatório que uma personagem criança fale como criança numa HQ, arte sequencial é arte não é realidade.
Discutir sobre racismo neste país é piada.
É fácil criticar um trabalho sem conhece-lo,difícil é ser capaz de produzir um produto de cultura de massa que não venda apenas superficialidade,mas que venda valores.
E sobre gosto, por favor Fernanda vá estudar estética.
Adoro os personagens do Luiz Augusto. Me divirto c as tiradas malucas do Leandro e da Winne. Confesso q parei de ler essa discussão daqui qdo a Fernanda dona do blog veio com esse discurso de que a turma é chata e as historias são forçadas. O mais fantastico delas eh justamente divertirem sem fazer discursinho piegas. Fernanda provou que deve ter lido no máximo umas 5 tirinhas pra escrever aqui. E ainda deve ser dessas estudantes da facom que se vestem só de preto, cheia de piercing e tatuagem e se acha radical e original. Cheia de idéias e conceitos q ela ACHA que são dela.