O tal do Lucas é gente boa, brinca, se diverte, ajuda os outros, tem medo de monstros que vivem debaixo da cama dele… Mas me incomoda ele e os outros personagens serem tão politicamente corretos. Parece que a tirinha tem um objetivo claro de dar voz a quem não tem (literalmente), mas eu discordo que isso deva ser feito com diálogos tão claros de “pregação” da caridade, da tolerância. O autor começou a escrever as histórias depois ter sido por um tempo arte-educador com crianças autistas, entre outros. E por isso mesmo resolveu colocar nos quadrinhos o mundo infantil que não é tão cor de rosa assim como no show da xuxa. Dou todo o crédito por fazer tirinhas tão premiadas, que trazem temáticas não muito tratadas por aí. Mas olha que diálogo surreal:
Alguma tirinhas têm sacadas melhores, e ter tão variados tipos de deficiências físicas e psicológicas convivendo com outros tipos ditos “normais” com vários problemas também é excelente, mas a maioria dos diálogos que eu tenho lido caem numa chatice de “vamos respeitar as diferenças” que trazem este estigma que a arte-educação é algo necessariamente chato. Acho importante o trabalho, mas acredito que pode-ser fazer o bem, sem dizer de forma tão óbvia.
links: fala menino
é um pé no saco mesmo.
e eles deviam ter aprendido com o maurício de souza: adultos dublam os personagens. na moral, essa gurizada aí melou o baba gerau.
Não concordo. as tiras são mto variadas. a personagem winie, uma menininha negra é totalmente comica e n tem nada de politicamente correta. outros personagens como os meninos gemeos tb são mto interessantes e nada chatos. Algumas tiras são mais filosóficas, outras mais escrachadas. Tem q ler no jornal, diariamente pra conhecer.
eu também discordo..
[...] 1st, 2007 by Fernanda A alguns posts atrás, escrevi sobre o fala, menino!, quadrinhos do baiano Luis Augusto, que já recebeu o Prêmio Ibero [...]