Muitas tirinhas infantis fizeram sucesso ao longos destes anos. Mas, certamente, poucas fizeram tanto sucesso como o pequeno personagem existencialista do cartunista, Quino. Irônica, levemente mal-humorada, aparentemente inocente, o personagem foi concebido para uma campanha publicitáriade de uma empresa de eletrodomésticos, que procurava uma “mistura de Blondie com Peanuts”. Porém, o esboço do personagem não foi utilizado pela agência responsável pela campanha.
Só em 29 de setembro de 1964, o semanal Primeira Plan, de Buenos Aires, publica as primeiras tiras de Mafalda regularmente.
Em 1966, é publicado o primeiro livro que reúne, em ordem cronológica, todas as tirinhas de Mafalda. “Así es la cosa, Mafalda” torna-se um grande sucesso no Natal de 66, e o livro alcança 5.000 tiragens.
Em 1977, a UNICEF “convida” Mafalda para ser a estrela de sua campanha internacional pela Declaração dos Direitos da Criança.
Ao completar 25 anos, em 1989, Mafalda ganha uma exposição que reúne uma coleção de documentos, publicações antigas e inéditas, no Teatro San Martín, em Buenos Aires.
Cinco anos mais tarde, Mafalda ganha a telinha, com desenhos de 1 minuto de duração exibidos pelas tv´s argentina e espanhola. Na comemoração de seus 30 anos, Mafalda é homenageada com uma praça no bairro de Colegiales, em Buenos Aires.
Famosa por suas perguntas sobre humanidade, paz, direitos humanos, que quase sempre deixavam qualquer adulto constrangidos, Mafalda foi “assassinada” pelo seu autor, Quino, que temia que ele fosse perdendo a força pelo cansaço, como já havia acontecido com outros grandes personagens.